quinta-feira , 27 abril 2017
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Comunicado Geral Sobre as Eleições Municipais

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24)

Aos membros do Clero Diocesano,
Às religiosas e pessoas de vida consagrada,
Às lideranças leigas e demais fiéis leigos e leigas.

Caríssima Família Diocesana,

Saudações em Cristo Jesus, Mestre Divino da Misericórdia!

Em vista das eleições municipais que se aproximam, sinto-me no dever de comunicar algumas orientações sobre o assunto, em sintonia com os documentos magisteriais e com a Igreja do Brasil:

  1. Para escolher e votar bem é necessário conhecer os candidatos e suas propostas de trabalho. É prudente votar em candidatos comprometidos com os princípios éticos do Evangelho, com os anseios das comunidades e com o bem comum. A compra e a venda de votos é crime e um pecado grave e deve ser combatido por todos;
  2. A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com a solidariedade, a dignidade humana, com o respeito à pessoa, com a defesa e a inclusão dos membros mais frágeis e desprotegidos da sociedade, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé;
  3. Um candidato sério tem compromisso com a ética na política e na vida e prima por uma vida pública pautada na retidão, honestidade e transparência nas palavras e ações, sobretudo aquelas que são realizadas em favor do povo que ele representa e é chamado a favorecer com seu serviço em prol de todos;
  4. Procure saber se o candidato é comprometido na defesa da vida, desde a sua concepção até o seu declínio natural. Um candidato favorável ao aborto, à eutanásia ou outras formas de desvalorização da vida não merece o seu voto;
  5. Um bom candidato defende a família e seus direitos inalienáveis;
  6. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum;
  7. A Igreja incentiva a participação dos leigos(as) na vida política, mas os candidatos que exercem ministérios ou coordenação de pastorais ou de comunidades, grupos ou movimentos devem, durante o processo de propaganda eleitoral, deixar seus ofícios;
  8. Nas celebrações litúrgicas, candidatos não poderão exercer nenhum ministério, como leitura da palavra, apresentação das ofertas, e outros;
  9. A Comunidade Paroquial, fora do “espaço sagrado”, ou seja, nos salões paroquiais, poderá proporcionar formação de conscientização política e para o voto consciente. Poderá proporcionar também debates e outros, desde que todos os partidos e candidatos tenham o mesmo espaço e tempo.

Nessa hora, tão importante de nossa história, relembramos as palavras do papa Francisco, para que o Senhor “nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Evangelli Gaudium, n. 205).

Rogamos a São Pedro, nosso excelso padroeiro, que interceda por nós e pelos fiéis de nossa Igreja Particular que abraçam a vida pública, a fim de que possamos dar glórias a Deus com a prática da Justiça e do bem em favor dos mais necessitados.

Teixeira de Freitas- BA , 21 de setembro de 2016

Dom Carlos Alberto dos Santos
Bispo Diocesano

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