quinta-feira , 27 abril 2017
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Papa abre o Ano da Misericórdia e a Porta Santa

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O Ano da Misericórdia foi proclamado aberto hoje na Missa Solene  em memória da Imaculada Conceição de Maria, no Vaticano. Na homilia Papa Francisco disse:

Daqui a pouco, terei a alegria de abrir a Porta Santa da Misericórdia. Este gesto, como fiz em Bangui, simples mas altamente simbólico, realizamo-lo à luz da Palavra de Deus escutada que põe em evidência a primazia da graça. Na verdade, o tema que mais vezes aflora nestas Leituras remete para aquela frase que o anjo Gabriel dirigiu a uma jovem mulher, surpresa e turbada, indicando o mistério que a iria envolver: «Salve, ó cheia de graça» (Lc 1, 28).

Antes de mais nada, a Virgem Maria é convidada a alegrar-Se com aquilo que o Senhor realizou n’Ela. A graça de Deus envolveu-A, tornando-A digna de ser mãe de Cristo. Quando Gabriel entra na sua casa, até o mistério mais profundo, que ultrapassa toda e qualquer capacidade da razão, se torna para Ela motivo de alegria, motivo de fé, motivo de abandono à palavra que Lhe é revelada. A plenitude da graça é capaz de transformar o coração, permitindo-lhe realizar um ato tão grande que muda a história da humanidade.

A festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva. O início da história do pecado no Jardim do Éden encontra solução no projeto de um amor que salva. As palavras do Gênesis levam-nos à experiência diária que descobrimos na nossa existência pessoal. Há sempre a tentação da desobediência, que se exprime no desejo de projetar a nossa vida independentemente da vontade de Deus. Esta é a inimizade que ameaça continuamente a vida dos homens, tentando contrapô-los ao desígnio de Deus. E todavia a própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa. O pecado só se entende sob esta luz. Se tudo permanecesse ligado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. Mas não! A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai. Sobre isto, não deixa qualquer dúvida a palavra de Deus que ouvimos. Diante de nós, temos a Virgem Imaculada como testemunha privilegiada desta promessa e do seu cumprimento.

Também este Ano Extraordinário é dom de graça. Entrar por aquela Porta significa descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele que nos procura, ´Ele que nos vem ao encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia. Que grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor, diversamente, que são perdoados pela sua misericórdia (cf. Santo Agostinho, De praedestinatione sanctorum 12, 24)! E assim é verdadeiramente. Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Por isso, oxalá o cruzamento da Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de amor, de ternura. Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma.

Hoje, aqui em Roma e em todas as dioceses do mundo, ao cruzar a Porta Santa, queremos também recordar outra porta que, há cinquenta anos, os Padres do Concílio Vaticano II escancararam ao mundo. Esta efeméride não pode lembrar apenas a riqueza dos documentos emanados, que permitem verificar até aos nossos dias o grande progresso que se realizou na fé. Mas o Concílio foi também, e primariamente, um encontro; um verdadeiro encontro entre a Igreja e os homens do nosso tempo. Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário. Era a retomada de um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive: na sua cidade, na sua casa, no local de trabalho… em qualquer lugar onde houver uma pessoa, a Igreja é chamada a ir lá ter com ela, para lhe levar a alegria do Evangelho e levar a Misericórdia e o perdão de Deus. Trata-se, pois, de um impulso missionário que, depois destas décadas, retomamos com a mesma força e o mesmo entusiasmo. O Jubileu exorta-nos a esta abertura e obriga-nos a não transcurar o espírito que surgiu do Vaticano II, o do Samaritano, como recordou o Beato Paulo VI na conclusão do Concílio. Atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a misericórdia do bom samaritano.

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Após a Santa Missa houve  a cerimônia da Abertura da Porta Santa. Papa Francisco ficou diante da porta fechada, pronunciou algumas palavras, abriu a porta lentamente, ao passar pela Santa Porta parou e fez um breve momento de oração. Em seguida os Bispos, Padres e Acólitos entraram também. Mediante o altar Papa Francisco silenciosamente fez uma breve oração, seguindo de uma oração para com todos. Terminado esse momento ainda tinha uma fila numerosa de religiosas e leigos para passarem  pela Porta Santa.

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Seguindo Papa Francisco rezou o Angelus e neste momento disse:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e boa festa!

Hoje, a festa da Imaculada nos leva a contemplar a Madonna, que, através de um privilégio único, foi preservada do pecado original desde o momento da concepção. Enquanto vivia no mundo marcado pelo pecado, não é tocado: Maria é nossa irmã em sofrimento, mas não no mal e do pecado. De fato, o mal em sua foi derrotado antes mesmo de tocá-lo, porque Deus nos enche de graça (cf. Lc 1,28). A Imaculada Conceição significa que Maria é a primeira salva da infinita misericórdia de Deus, como os primeiros frutos da salvação que Deus quer dar a cada homem e mulher, em Cristo. Por conseguinte, a Virgem Imaculada tornou-se ícone sublime da misericórdia divina que ganhou sobre o pecado. E nós, hoje, no início do Jubileu de misericórdia, queremos olhar para este ícone com amor confiante e contemplá-la em todo o seu esplendor, imitando a sua fé.

Na concepção imaculada de Maria, somos convidados a reconhecer o alvorecer do novo mundo, transformada a partir da obra de salvação do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O amanhecer da nova criação implementado pela misericórdia divina. É por isso que a Virgem Maria nunca infectadas pelo pecado e sempre cheio de Deus, é a mãe de uma nova humanidade. E ‘mãe do mundo recriado.

Comemore este festival envolve duas coisas. Primeira aceitar plenamente Deus e sua graça misericordiosa em nossas vidas. Em segundo lugar, por sua vez, torna-se autores de misericórdia, pelo caminho evangélico. A festa da Imaculada torna-se o partido se todos nós, com o nosso “sim” diária, podemos superar nosso egoísmo e tornar a vida dos nossos irmãos mais feliz, para dar-lhes esperança, enxugando algumas lágrimas e dando um pouco ‘alegria. . À imitação de Maria, somos chamados a tornar-se portadores de Cristo e testemunhas do seu amor, olhando primeiro para aqueles que têm o privilégio do olhar de Jesus Eles são os únicos que ele mesmo declarou: “Tive fome e não me destes de comer tive sede e me destes de beber, um estranho e você me acolheu, nu e me vestistes, doente e me visitastes, estava na prisão e fostes ver-me “(Mt 25, 35-36).

Festa da Imaculada Conceição de hoje tem uma mensagem específica para se comunicar: ele nos lembra que em nossa vida tudo é dom, tudo é misericórdia. A Virgem Santíssima, primícias dos salvos, o modelo da Igreja, santa e imaculada noiva, amados pelo Senhor, ajuda-nos a redescobrir a misericórdia de Deus cada vez mais como a diferença cristã. Você não pode entender um verdadeiro cristão que não é misericordioso, como não podemos compreender Deus sem piedade. É a palavra-síntese do Evangelho: misericórdia. E ‘a característica fundamental do rosto de Cristo: o rosto reconhecemos no os vários aspectos da sua vida: quando ele sai para todos, ele cura o doente, quando ele se senta à mesa com os pecadores, e especialmente quando, pregado na cruz, perdoar ; não vemos o rosto da misericórdia de Deus. Não temos medo: deixe-nos abraçar a misericórdia de Deus que nos espera e perdoa tudo. Nada é mais doce do que a sua misericórdia. Vamos acariciar de Deus é tão bom, o Senhor, e perdoa tudo.

Por intercessão de Maria Imaculada, misericórdia tomar posse de nossos corações e faz com que toda a nossa vida.

Ao final foram tocados os Sinos da Basílica de São Pedro, terminando assim a primeira transmissão do Ano da Misericórdia.

 

Texto: PASCOM

Fontes:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2015/documents/papa-francesco_20151208_giubileo-omelia-apertura.html

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/angelus/2015/documents/papa-francesco_angelus_20151208.html

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