sexta-feira , 17 novembro 2017
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Orar pelos mortos expressa profunda comunhão!

Orar pelos mortos expressa profunda comunhão, diz Dom Armando Bucciol.

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB fala sobre o Dia de Finados

Da redação, com CNBB

“Como membros da família humana, orar uns pelos outros, num eterno presente de Deus, expressa um profundo sentido de comunhão e de ajuda recíproca”, desta forma o bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol define o sentido da oração pelos mortos, por ocasião do Dia de Finados, 2 de novembro.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos, como é chamada a celebração litúrgica do dia 2 de novembro, é uma continuação da Festa de Todos os Santos, vivida no dia anterior. “A Igreja quer abraçar a todos os que pelo batismo mergulhamos em Cristo morto e ressuscitado e pertencemos ao corpo místico por esta comunhão dos santos que cria e gera um laço profundo”, disse.

Segundo Dom Armando, a oração pelos mortos tem sua razão na comunhão que existe entre todos os que pertencem ao corpo místico de Cristo. “Sendo Jesus o salvador da humanidade existe por meio dele uma comunhão”, disse.

A origem da Comemoração de todos os Fiéis Defuntos vem de longe, recorda o religioso. O culto aos mortos, no sentido de respeitosa e comovida recordação, pertence à história mais antiga da humanidade. Os cristãos, desde os primórdios, mantiveram o costume, dando a este rito o toque próprio da fé na ressurreição, elemento essencial e fundamental da visão cristã da vida e da morte.

Ao longo da história, há abundante documentação a respeito da necessidade de orar pelos falecidos. Desde o livro dos Macabeus se fala da necessidade de rezar pelos mortos a fim de que sejam absolvidos de seus pecados. O Dia de Finados adquire rosto e data, como hoje o conhecemos, no início do segundo milênio por obra do santo Odilon, abade da famosa e importante abadia de Cluny, na França.

A Igreja, desde o início de sua caminhada, deu culto especial aos mártires, pessoas que ganharam a coroa do martírio. Disso, começou a devoção aos santos – irmãos e irmãs que fizeram da própria vida um dom, permanecendo fieis até o fim, imitando Jesus, o Mártir, a testemunha fiel como canta o livro do Apocalipse.

Para quem crê: a morte não é o fim

A visita aos cemitérios junto aos túmulos dos entes queridos é expressão de comunhão, feita de dor e saudade. Mas pela fé que ilumina os que crêem em Jesus Cristo, afirma Dom Armando, deve permanecer a certeza, como canta a liturgia, de que a vida não é tirada, mas transformada.

Para o religioso ao ir ao cemitério refletimos sobre a morte que pertence à nossa condição humana. Por outro lado, ele adverte que a correria cotidiana, a superficialidade, a banalização da vida e o progresso da medicina, entre outros fatores, contribuem para que não se pense na morte e se viva na ilusão da imortalidade. “A liturgia da Igreja fala a linguagem da realidade e da esperança. Convida a pensar na morte, porém não como perda, mas como passagem que gera dor e não desespero”, disse.

“O discípulo de Jesus caminha da fé para esperança, que é a salvação definitiva. Apesar de não termos superado ainda todas as alienações das quais a morte é a última expressão, caminhamos sob o impulso do amor desinteressado de Deus com o compromisso de sermos gratos e gratuitos em nossa vida. Vivamos, portanto com a nossa fé este dia que com certeza enriquece a nossa espiritualidade, o nosso relacionamento com a vida e com os demais irmãos e irmãs da caminhada do dia a dia”, concluiu.

por, cancaonova.

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A data, que antecede o dia de finados, comemora todos os santos que foram ou não canonizados oficialmente

Da redação, com CNBB

Golden Catholic mosaic panel

A Igreja, no mundo inteiro, celebra nesta quarta-feira, 1º de novembro, todos os santos. A solenidade presente em diversas comunidades de fé como as igrejas ortodoxa, luterana e anglicana, faz memória a todos os batizados que, pelo Batismo, são chamados a viver a santidade.

A celebração de todos os santos remete ao século IV quando se fazia festa com essa intenção no primeiro domingo depois de Pentecostes. Somente no ano de 835, Papa Gregório IV passou para a data que perdura até os dias atuais. Portanto, o primeiro dia de novembro é marcado com a solenidade, pelos católicos, há mais mil anos.

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Séculos de celebração

Há testemunhos de grande antiguidade, como o de São Cipriano de Cartago, do século III, sobre a comemoração e a importância, já naquele século, de celebrar a memória dos santos. “Lembremo-nos uns aos outros em concórdia e unanimidade. Que em ambos os lados [isto é, o lado da vida e da morte] sempre oremos uns pelos outros. Vamos aliviar o fardo e as aflições por amor recíproco, que se um de nós, com a rapidez da condescendência divina, for primeiro, o nosso amor possa continuar na presença do Senhor, e as nossas orações por nossos irmãos e irmãs não cessam com a presença da misericórdia do Pai”, afirmou São Cipriano de Cartago, na Epístola 56.

São João Paulo II /Foto: Arquivo CN

São João Paulo II dizia que esta festa é uma das maiores do Ano Litúrgico, e é considerada a mais querida do povo cristão. Em 1º de novembro do terceiro ano do seu pontificado, em 1980, o santo polonês fez memória a temas da liturgia desta solenidade, que são de comunhão dos santos: o destino universal da salvação, a fonte de toda a santidade – Deus —, a esperança certa na futura e indestrutível união com o Senhor, a relação existente entre salvação e sofrimento e a bem-aventurança que qualifica todos os santos — descritas por Jesus no Evangelho segundo Mateus.

“Como chave de toda esta rica temática, porém, está a alegria, como recitamos na Antífona da entrada, ‘alegremo-nos todos no senhor nesta solenidade de todos os santos’; e é uma alegria singela, límpida, corroborante, como a de quem se encontra numa grande família onde sabe que aprofunda as próprias raízes e da qual haure a linfa da própria vitalidade e da sua própria identidade espiritual”, afirmou São João Paulo II.

 

 

Santidade

Bento XVI: Meu último dever é encorajar o atual Pontificado

Papa emérito, Bento XVI /Foto: Arquivo CN

Em 2002, o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa emérito Bento XVI, explicou o que vem a ser as virtudes heroicas, necessárias para se reconhecer alguém como santo num processo de canonização. “Virtude heroica não quer dizer que o santo seja uma espécie de ‘atleta’ da santidade, que consegue fazer coisas que pessoas normais não conseguiriam fazer. Quer dizer, em vez disso, que na vida de um homem se revela a presença de Deus, e se torna mais patente tudo aquilo que o homem não é capaz de fazer por si mesmo (…)”, disse Bento XVI, em matéria publicada pelo jornal “L’Osservatore Romano”.

“Virtude heroica não significa propriamente que alguém faz coisas grandes por suas forças pessoais, mas que na sua vida aparecem realidades que não foi ele quem fez, porque ele só esteve disponível para deixar que Deus atuasse”, afirmou o Papa Emérito. Papa Francisco, em 2015, afirmou que seguir as “bem-aventuranças” é o mesmo que buscar a santidade.

 

papa francisco rota romana

Papa Francisco /Foto: Arquivo CN

“Peçamos ao Senhor a graça de ser pessoas simples e humildes, a graça de saber chorar, a graça de ser mansos, a graça de labutar pela justiça e pela paz, mas acima de tudo a graça de nos deixarmos perdoar por Deus, para assim nos tornarmos instrumentos da sua misericórdia. Foi assim que agiram os santos, que nos precederam na Pátria celestial. Eles acompanham-nos na nossa peregrinação terrena, encorajando-nos a ir em frente”, exortou Francisco.

 

 

 

 

 

 

por, cancaonova.

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