{"id":2353,"date":"2017-03-02T17:04:18","date_gmt":"2017-03-02T20:04:18","guid":{"rendered":"https:\/\/dioceseteixeiradefreitas.com.br\/?p=2353"},"modified":"2017-03-02T17:04:18","modified_gmt":"2017-03-02T20:04:18","slug":"por-que-cobrimos-as-imagens-sacras-na-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dioceseteixeiradefreitas.com.br\/?p=2353","title":{"rendered":"Por que cobrimos as imagens sacras na Quaresma?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UlZlSm9t3w8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA resposta para essa quest\u00e3o deve ser encontrada na riqu\u00edssima arquitetura lit\u00fargica da Igreja. Em primeiro lugar, n\u00e3o \u00e9 verdade que as imagens sejam cobertas por toda a Quaresma, mas somente nos dias que precedem a Paix\u00e3o do Senhor, mais exatamente a partir do 5.\u00ba Domingo da Quaresma. Diferentemente do Missal Romano de 1962, as rubricas do Missal de Paulo VI n\u00e3o preveem mais a obrigatoriedade dessa pr\u00e1tica (cf. Paschalis Sollemnitatis, n. 26). Cabe \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais discernir a oportunidade de se manter esse costume em cada regi\u00e3o, a depender da recep\u00e7\u00e3o cultural que o acompanha. Como o Brasil \u00e9 um pa\u00eds de antiga tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, n\u00e3o h\u00e1 problema algum na sua observ\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais importante que a letra da rubrica, por\u00e9m, \u00e9 compreender o seu significado. Ao velar o crucifixo, at\u00e9 a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, at\u00e9 a Vig\u00edlia Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fi\u00e9is uma mortifica\u00e7\u00e3o \u00e0 sua vis\u00e3o. O foco das leituras tamb\u00e9m \u00e9 outro: nas primeiras semanas da Quaresma, os textos lit\u00fargicos chamavam sobretudo \u00e0 penit\u00eancia e \u00e0 convers\u00e3o pessoais; a partir da 5.\u00aa semana da Quaresma \u2014 que, no calend\u00e1rio antigo, se chamava simplesmente 1.\u00ba Domingo da Paix\u00e3o \u2014, os fi\u00e9is come\u00e7am a ouvir as narrativas do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, chamados a manter o olhar fixo em Jesus crucificado, n\u00e3o tanto com os olhos da carne, mas com os da alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua pedagogia de m\u00e3e, portanto, a Igreja introduz-nos em um mist\u00e9rio. Neste fim de semana, as cruzes s\u00e3o veladas, mas, na Sexta-feira da Paix\u00e3o, novamente elas s\u00e3o descobertas e dadas \u00e0 adora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Com esse gesto, os cat\u00f3licos, evidentemente, n\u00e3o adoramos um peda\u00e7o de madeira ou de gesso (cf. S. Th., III, q. 25, a. 4), mas o amor de Cristo que se manifestou na Cruz. Aproveitemos esse tempo de sil\u00eancio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penit\u00eancia e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, &#8220;amando os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 o fim&#8221; (Jo 13, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/padrepauloricardo.org\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resposta para essa quest\u00e3o deve ser encontrada na riqu\u00edssima arquitetura lit\u00fargica da Igreja. 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