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Prado Celebra Festa Centenária de São Benedito

A Solenidade de São Benedito é comemorada em Prado na segunda-feira após o Domingo de Páscoa. Liturgicamente é comemorado no Brasil no dia 05 de Outubro. Contudo, há um significado muito grande para os pradenses comemorar o dia do santo na segunda após a Páscoa.

Chamado de São Benedito, o ‘Preto’ ou o ‘Mouro’, de origem escrava, esse santo aclamado pelos negros escravos, que sentiam nele uma maneira de buscar auxílio no sofrimento. O fato de comemorar-se na cidade de Prado na segunda-feira após a Páscoa, está inteiramente ligado a fé do povo que sofria, e que pedia a intercessão de São Benedito junto a Jesus, que no domingo de Páscoa vem nos dar vida nova, para assim percorrerem com esperança e fé a caminhada de luta.

A Irmandade de São Benedito surgiu aos 11/04/1903, cujo nome era ‘Organização da Devoção de São Benedito’. O Padre Antônio Bernardo do Rosário, vigário na época, foi autorizado pelo Arcebispo da Bahia Dom Jerônimo Tomé da Silva para que tal irmandade fosse criada.

Tal tradição iniciou-se com os marujos, que saíam com suas vestes brancas, com fitas coloridas, cantando, tocando e chamando o povo para percorrer nas ruas da cidade. Convidando para a Santa Missa, e para a procissão que acontece pela parte da tarde. A Marujada é um movimento ligado à Irmandade de São Benedito.

No princípio, o grupo era chamado de Roda de Samba, composto por homens que moravam na zona rural. Tal nome foi alterado para ‘Marujada’ em 1929. Seus primeiros participantes eram Alexandre Mascavado, João Quintino, Joaquim Miruaba, João Argape, Joaquim Ciríaco, Manoel Freitas, Manuel Contidiba, João Cancela, João Laurindo, Constância e Cezário Laurindo da Ressurreição.

A música é feita com duas violas, das vozes dos marujos que tocam pandeiro e cantam. Os cânticos foram construídos em melodia e ritmo semelhantes a outras tradições de embarcados. Evocando histórias de dor e lamento, muitas vezes associadas ao recrutamento do povo, dos escravos, transformados em combatentes durante a Guerra do Paraguai, quando foram levados presos para prestar juramento (Juramento da Bandeira).

A fé de muitas famílias foi conservada graças ao envolvimento das mesmas com a Irmandade e com a Marujada. Uma tradição muito bonita e que poucos conhecem em nossa Paróquia.

Por PASCOM Prado

Referências:
Álbum Cultural da Região de Prado/BA – Unifacs/Licenciatura em Letras
Prado – Da freguesia aos tempos atuais – 2015


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