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Culto Ecumênico Dá Início aos Encontros da SOUC

A Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), deste ano, nos traz o tema: “A mão de Deus nos une e nos liberta” (cf. Êxodo 15,1-21). O tema proposto resgata a trajetória do colonialismo e as suas consequências, ocorrido tanto no Caribe quanto na América Latina e traz esses fatos para a realidade do século XXI, para a escravidão no mundo atual que lacera e que degrada a humanidade. Isto está contra o projeto de um Deus que é amor e bondoso. Sendo o desejo do Pai que seus filhos convivam em unidade, somos convidados na irmandade dada pela filiação divina nos juntarmos e a buscar essa paz, afinal, o direito à paz, à justiça e o direito de viver em seu território, de viver a sua cultura e espiritualidade veem com a prática da unidade.

Despertados para essa iniciativa é que a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Ortodoxa Siríaca de Antioquia, a Igreja de Confissão Luterana no Brasil e a Primeira Igreja Batista de Teixeira de Freitas se reúnem para vivenciar esta Semana de Oração pela Unidade Cristã, onde todos são convidados a participarem. E neste primeiro encontro, celebramos o culto ecumênico, ocorrido na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, o subtema abordado foi: “Deus nos liberta das fronteiras criadas pelas mãos humanas e nos une no respeito e na compaixão”. Para todos aqueles que acompanharam a celebração do culto ecumênico, puderam perceber que, a todo momento, o espírito de unidade se fazia presente, sendo salutar lembrar que a intenção dessa união não é o debate religioso e doutrinário, mas a união e a paz entre as igrejas cristãs. Ali, logo no início da celebração, quando todos se dão as mãos e cantam em uníssono: “De mãos dadas a caminho, porque juntos somos mais, pra cantar o novo hino, de unidade amor e paz”, pudemos sentir a mão poderosa de Deus agindo sobre seu povo reunido e manifestando seu Santo Espírito.

Como é dito em uma das partes do culto, a história da humanidade é construída pela união das mãos de homens e mulheres. É essa heterogeneidade de denominações presente durante todas as partes celebração que torna belo, que torna possível pensarmos na construção de um mundo pacífico. Após as leituras da Sagrada Escritura, foi proporcionado um momento de reflexão feita por todos os líderes religiosos das denominações presente.

O Pr. Juan Servin, representante da Primeira Igreja Batista de Teixeira de Freitas, no uso da palavra, fala sobre o poder que possui o Evangelho, um poder que é capaz de romper muros e separar as divisões da Igreja. Ele segue dizendo que o Evangelho nos direciona para a pessoa de Cristo, que nos traz a dignidade de seres humanos. “Somos todos imagem e semelhança de Deus e, portanto, não podemos nos separar. Cristo nos chama a ser canais de bênçãos, a ser motivadores da aliança e quando passamos a compreender o que ele nos diz através de seu Evangelho, passamos a tratar também os outros com dignidade, o que, como consequência, poderíamos alcançar a paz para a nossa cidade”, completa o pastor.

O Pe. Celso Kallarrari, líder da Igreja Ortodoxa Siríaca de Antioquia, aborda, em sua reflexão, as inúmeras guerras, disputas de poder e conflitos religiosos, presentes em vários países que resultam em perseguições sistemáticas a cristãos e que, na maioria das vezes, é pouco divulgado pela mídia, que pouco busca traduzir a realidade dos refugiados, desses imigrantes que saem de seus países, na esperança de levar uma vida melhor. Pe. Celso é enfático ao dizer: “O Evangelho supera qualquer divisão, reestabelece a unidade. Jesus não faz divisões, escolhe a todos, pois todos somos cristãos”. A mensagem que o padre nos passa é de que devemos ter mais dos ensinamentos de Jesus presentes em nossos atos, de ir ao encontro daqueles que necessitam, com empatia e solidariedade, não importando sua origem.

Pela Igreja de Confissão Luterana no Brasil, o Pr. Davi Haese relata sobre as atitudes tão poucas cristãs do mundo contemporâneo, onde cada um olha para seu próprio bem estar, ferindo deste modo a unidade com os outros e deixando de cumprir os propósitos de Deus. Um mundo onde as pessoas têm construído, cada vez mais, muros de divisão e intolerância, enquanto o que Deus espera é que saíamos de nosso próprio território para acolher quem mais precisa. “O tema da SOUC nos indica que o amor de Cristo se torna força impulsionadora, nos convida para ir além da teoria, a fazer o contraponto do individualismo, ser instrumentos de amor, de reconciliação, superando o preconceito religioso. E isso se inicia com a oração”, reflete o pastor.

Representando a Igreja Católica Apostólica Romana, o Pe. Fabiano Costa cita, em sua reflexão, a Madre Teresa de Calcutá e o pastor Martin Luther King, que conta que os dois e várias outras figuras da história, comungavam da ideia de que a revolução do mundo é feita pelo amor. Trazendo essa abordagem para o subtema proposto no dia, Pe. Fabiano diz que para podermos acolher o imigrante, precisamos abrir os nossos corações, de forma que o amor de Cristo possa nos preencher. Às vezes, temos grandes planos, construímos projetos formidáveis, mas a execução desse plano só será possível se nos comprometermos com presença do amor de Deus. Para reafirmar sua fala, o padre cita São João da Cruz e conclui: “‘No entardecer da vida, seremos julgados pelo amor’. Não são as quantidades de Missas e de cultos dos quais nós participamos que nos trará a salvação. Isto tudo é importante e necessário. É o meio para a nossa santificação. Não podemos desprezar este meio valioso e querido por Deus. Porém, tudo isto precisa se traduzir na vida no serviço ao próximo, no amor”.

Feitas as reflexões, a celebração segue com a profissão do Credo Apostólico, em sua versão ecumênica, a oração do Pai-Nosso, em diversas línguas, e também na versão ecumênica. Da mesma forma que se iniciou, o culto ecumênico se encerra, em um ato de unidade com todos desejando a paz mutuamente. A mensagem que fica com a celebração deste culto ecumênico é que devemos nos aproximar, nos unirmos em oração, e amar uns aos outros com amor cristão. Amamos com amor cristão quando amamos os outros com o amor do Pai, quando amamos na gratuidade e valorizamos a dignidade.

Por PASCOM Nossa Senhora das Graças.


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