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Franciscanos celebram o Perdão de Assis

Fraternidades da diocese participaram da celebração na Matriz Santo Antônio, em Teixeira de Freitas.

Foto: Diversas Fraternidades presentes na Celebração do Perdão de Assis – PASCOM/Divulgação

Nesta sexta-feira (02), aconteceu na igreja Matriz Santo Antônio, a Celebração do Perdão de Assis. A Santa Missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom Jailton e concelebrada pelo Frei Givaldo dos Santos Lima, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e vigário paroquial da Paróquia São Cosme e São Damião em Itamarajú/BA, e Pe. Ricardo, pároco da Paróquia Santo Antônio.

Estiveram presentes às fraternidades: Irmãs Franciscanas do Senhor, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Ordem Franciscana Secular – Fraternidade Santo Antônio, Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos – Teixeira de Freitas BA, Fraternidade da Porciúncula – Alcobaça/BA, Pequena Fraternidade Santa Isabel da Hungria, Fraternidade O Caminho e também a presença da Fraternidade de Itapetinga.

O Perdão de Assis é celebrado anualmente no dia 02 de agosto, e representa um momento ímpar para a experiência da reconciliação com Cristo. O momento marcante da celebração ocorreu no ato penitencial, A Igreja com as luzes apagadas, os fiéis com as velas acesas, confessaram e suplicaram a misericórdia de Deus, à luz da fé.

O bispo Dom Jailton foi enfático em sua homilia, pedindo apoio da comunidade à comunidade franciscana em seu modo de vida e da orientação vocacional, assim como, ao assumimos condição de discípulos devemos encarnar a misericórdia, pois para recebermos a misericórdia Divina é necessário que sejamos misericordiosos uns com os outros.

“Se nós quisermos ser, de fato, discípulos de Jesus, nós precisamos nos encarnar na misericórdia, nós precisamos ser mais misericordiosos, trabalhar em nossos corações para ser parecido com o coração de Jesus… trabalhar o bem, trabalhar o bem nas pessoas, isso é viver, e celebrar o Perdão de Assis”, enfatizou o bispo.

PERDÃO DE ASSIS

O Perdão de Assis está intimamente ligado à Porciúncula, a pequena igrejinha reconstruída por São Francisco de Assis e hoje no interior da Basílica Santa Maria dos Anjos em Assis, cidade italiana da região da Úmbria. Em uma noite de inverno do ano 1216, o Pobre de Assis foi circundado por uma luz suave que o convidou a ir até a esta capela. Ali se prostrou e adorou Jesus e venerou a Virgem e os Anjos. Vendo a sua humildade e desprendimento, Jesus lhe deu a possibilidade de pedir uma graça que mais o agradasse. Então, como um novo Moisés, Francisco não pensou em si, mas em todas as almas e respondeu: “Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas”. E Jesus lhe disse: “Grande é a graça que me pedes, Francisco; no entanto, eu lha concedo, por intermédio da minha Mãe”. Assim, ele invocou a mediação de Nossa Senhora, que a concedeu pela súplica ao seu Filho Divino. Porém, o Senhor pediu-lhe para se apresentar ao seu Vigário na terra, o Sumo Pontífice, para obter a confirmação da graça.

EXTENSÃO DA INDULGÊNCIA

Com a Bula  datada em 04 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta “Indulgência da Porciúncula” a todas as igrejas da Ordem Franciscana. Em 12 de janeiro de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que esta indulgência podia ser aplicada também às almas do Purgatório.

Para facilitar o “Perdão de Assis” aos fiéis do mundo inteiro, o Papa Pio X deu a possibilidade de obtê-lo também nas igrejas ou oratórios. Por sua vez, Bento XV, em 16 de abril de 1921, com o documento, estendeu esta indulgência a todos os dias do ano, mas, de modo solene, na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. Assim se concretizou o desejo de São Francisco.

PASCOM DIOCESANA | Redação.

Fonte: https://www.porziuncola.org/

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