Com Missa em Salvador, 52.600 fiéis celebram a canonização de Santa Dulce dos Pobres
Além da Santa Missa, celebração teve ainda um espetáculo que contou a vida da Santa baiana

A Arena Fonte Nova ficou pequena, neste domingo (20), diante da quantidade de fiéis que, juntos, celebraram a canonização da Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia. Embora a informação fosse de que os portões seriam abertos ao meio dia, antes das 8h inúmeras pessoas já formavam filas, tanto na Ladeira da Fonte, quanto próximo ao Dique do Tororó.

Entre os 52.600 fiéis presentes na Arena Fonte Nova, 50 vieram de nossa Diocese, o grupo saiu da cidade de Teixeira de Freitas no dia 18/10, com destino a capital baiana.
Assim que os portões foram abertos, rapidamente a Arena ficou lotada. As boas-vindas foram dadas por meio de um vídeo que contou um pouco a história de Irmã Dulce. Em seguida, o padre Lázaro Muniz, pároco da Paróquia Santa Cruz, e o frei Vandeí, do Santuário Santa Dulce dos Pobres, conduziram a animação e chamaram ao palco as bandas católicas Missão Paráclito, Divina Face, Ministério Ignes, Recomeçar e a cantora Patrícia Ribeiro.
Pontualmente às 14h45, teve início o espetáculo Império de Amor, sobre a vida e a obra da Santa Dulce dos Pobres. Encenado por mais de 600 crianças e colaboradores das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), a apresentação contou, ainda, com participações do padre Antônio Maria e dos artistas Saulo, Tuca Fernandes, Margareth Menezes e Waldonys.
“Esta celebração é uma grande ação de graças. Eu penso que nós aqui nem somos suficientes para agradecer devidamente a Deus por este Brasil todo estar se unindo a nós através das televisões, do rádio, da internet. Nós temos que dizer ao Senhor como somos gratos por essa vida. E esta encenação que acabamos de ver, eu estava pensando, não foi um teatro; foi vida porque foi apresentada por pessoas que hoje são beneficiadas pelas Obras Sociais Irmã Dulce. Isso é o que me toca mais de perto: saber que a obra que ela deixou é uma obra viva, onde cada criança é uma pedrinha nesse mosaico que amor que forma o rosto de Jesus Cristo”, afirmou Dom Murilo.
Um dos momentos mais emocionantes aconteceu durante as procissões. A primeira, acompanhada do Hino da Santa, foi com a relíquia de Irmã Dulce, conduzida por José Maurício, o miraculado, por toda a Arena. Também foram levadas em procissão as imagens de Santo Antônio – santo de devoção de Irmã Dulce -, a de Nossa Senhora da Conceição da Praia – padroeira da Bahia – e a do Senhor Bom Jesus do Bonfim.
Para o miraculado, faltam palavras para descrever a alegria em poder celebrar este momento. “O sentimento é de que é uma grande honra ter sido instrumento e também sentimento de gratidão. É uma honra divina, uma honra que eu quero levar ao céu e entregar à Santa Dulce. Eu sou muito grato a ela pelo que ela fez comigo. Voltar a enxergar depois de 14 anos é algo que eu não sei nem mensurar, nem dizer a alegria que eu sinto em palavras. É uma emoção fora do comum, eu nunca vivi uma emoção tão grande como estou vivendo agora. O coração palpita dentro do peito, as pernas tremem”, disse José Maurício.
O ponto alto dos festejos teve início às 17h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, e concelebrada por 32 Arcebispos e bispos, entre eles o nosso bispo diocesano, Dom Jailton de Oliveira Lino e por 620 padres das mais diversas regiões do Brasil. “Hoje é um dia de festa, Santa Dulce dos Pobres. Mas aprendemos com a senhora a ser realistas. Assim, sabemos que, se sairmos agora pelas ruas de nossa cidade, de nosso Estado ou de nosso país, veremos que há muitas pessoas que a deixariam inquieta. Sim, há muito a ser feito, para que as desigualdades entre os filhos e as filhas de Deus sejam superadas; para que o amor aproxime os diferentes, e os necessitados tenham parte na distribuição das riquezas que Deus deixou para todos os seus filhos e filhas. A senhora fez a sua parte. Cabe-nos, agora, imitá-la e fazer a nossa parte; cabe-nos multiplicar-nos, não permitindo que nos atinja o vírus do individualismo ou o da indiferença. A mundo precisa de muitas ‘Irmãs Dulce’”, disse Dom Murilo durante a homilia.
Após a Celebração Eucarística, mais um momento emocionante: a imagem da Santa Dulce dos Pobres foi conduzida pela Arena Fonte Nova. Neste momento, as luzes da Arena foram apagadas e os fiéis foram convidados a acender as lanternas dos celulares. “Irmã Dulce representa, para mim, um anjo de Deus e vai ser para sempre, no meu coração, por que uma pessoa que ajuda os pobres de coração tem o seu lugar lá em cima; e ela vivia para os pobres, para fazer a caridade”, disse a fiel Joana Oliveira Santos.
Por PASCOM Arquidiocese de Salvador
Texto: Sara Gomes – Adaptado por Arnaldo Santos.
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